quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Santos e Chávez se reunirão para avançar no processo de paz

Depois de fecharem um acordo de paz, em agosto, os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e da Venezuela, Hugo Chávez, terão um novo encontro em outubro. Santos elogiou as eleições parlamentares realizadas no último domingo (26) na Venezuela, que abriram espaço para a oposição no país, embora Chávez ainda mantenha mais de 90 cadeiras entre as 165 da Assembleia Nacional.
“Nós saudamos, com paz e emoção, que tenha ocorrido um processo democrático na Venezuela", disse Santos, ao se referir às eleições parlamentares, no encerramento do Congresso da Associação Colombiana de Indústrias de Micro, Pequenas e Médias Empresas (Collection). Dos 17,7 milhões de eleitores cadastrados para votar na Venezuela, mais de 66,4% foram às urnas. Como o voto não é obrigatório no país, as autoridades afirmaram que o percentual é considerado um recorde em comparação a eleições anteriores.
Logo depois que assumiu o governo, em 7 de agosto, Santos se reuniu com Chávez, na Venezuela, na busca por um acordo de paz entre os dois países. Os presidentes definiram a criação de grupos de trabalho para setores específicos – segurança, área social, economia e relações diplomáticas.
As negociações entre Santos e Chávez foram comemoradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os demais presidentes da região. Havia um temor de que o agravamento da crise causada por suspeitas de que Chávez acobertasse a ação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no território da Venezuela. O presidente venezuelano negou as acusações.
Para Santos, estão em processo de avanço as negociações sobre a renegociação das dívidas para os exportadores colombianos e medidas relativas a exportações para os dois países. "Quero anunciar que vamos mais longe [nas negociações com a Venezuela]. Em outubro, vamos atender de bom grado ao convite do presidente Chávez para ir até o território venezuelano”, disse Santos.
As informações são da Presidência da República da Colômbia. “Estamos trabalhando em um Acordo de Complementação Econômica para substituir as normas da Comunidade Andina, que perderá a validade em abril do próximo ano”, ressaltou Santos.
Fonte - DCI

Bolsas de Peru, Colômbia e Chile irão operar juntas a partir de novembro

As bolsas de valores de Lima, Colômbia e Santiago do Chile começarão a operar de maneira integrada a partir do dia 22 de novembro, informou hoje o presidente da bolsa limenha, Roberto Hoyle.
Hoyle explicou à agência oficial "Andina" que nesse dia começará a primeira etapa das operações, para permitir a integração dos mercados de renda variável e facilitar o acesso tecnológico dos intermediários estrangeiros ao mercado local.
Também precisou que as bolsas dos três países sul-americanos se manterão como entidades jurídicas funcionais e operativas, independentes em cada um de seus respectivos países.
"As empresas peruanas emissoras de valores se beneficiarão com o acesso a um mercado mais amplo que lhes permitirá aumentar a demanda de financiamento, captar o interesse de um maior número de investidores e, com isso, reduzir os custos de capital", destacou.
Com esta integração, as bolsas de Lima, Colômbia e Santiago se transformarão no primeiro mercado da América Latina em número de empresas listadas, com cerca de 560 emissores, o que permitirá superar as bolsas de Brasil e México.
Hoyle, que hoje realizou uma reunião de trabalho com o ministro de Transportes e Comunicações peruano, Enrique Cornejo, e empresários da Colômbia, disse que também se constituirão no terceiro destino de investimento por volume de negócios.
"A integração das bolsas é um passo importante para aumentar, tanto o atrativo dos investimentos, como a competitividade das empresas, já que o maior fluxo de capitais ajuda a uma maior competitividade", manifestou.
Fonte - EFE

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, pede ao Congresso do Paraguai que aprove o documento constitutivo União das das Nações Sul-Americanas

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, visitou brevemente hoje para pedir ao Congresso do Paraguai que aprove prontamente o documento constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).
Patiño, cujo país presidente temporariamente a Unasul, lembrou que dos 12 países sul-americanos que assinaram o tratado, apenas sete o ratificaram, faltando ainda Brasil, Colômbia, Paraguai, Uruguai e Suriname.
O chanceler viajou a Assunção para fazer tal solicitação. Em sua reivindicação, ele argumentou a importância do acordo com o objetivo de depender menos dos Estados Unidos, porque "não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta".
O presidente equatoriano, Rafael Correa, deve entregar a liderança do grupo no dia 26de novembro, transferindo-a ao Suriname. Por isso, Patiño se esforça para fazer com que todos os países ratifiquem a constituição do bloco.
Criada em 2008, a Unasul é integrada por 12 países da região. Até o momento, já ratificaram o tratado constitutivo os congressos de Argentina, Bolívia, Equador, Guiana, Peru e Venezuela.
Fonte - ANSA

Chile projeta investimento de US$ 150 bilhões para mineração na América Latina

Os investimentos projetados até 2015 em mineração na América Latina chegam a 150 bilhões de dólares, dos quais dois terços ficarão com Brasil e Chile, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira (27/9) pela estatal chilena Corfo (Corporação de Fomento da Produção).
O investimento projetado nesse setor no Chile para 2015 alcança 50 bilhões de dólares.
O estudo foi apresentado no 4º Fórum Internacional "Chile, oportunidade de investimento para provedores da mineração", organizado pela Corfo e que, até quarta-feira (29/9), congregará mais de 60 empresas internacionais junto a empreendedores chilenos.
Na abertura do seminário, o vice-presidente da Corfo, Hernán Cheyre, anunciou que no próximo ano serão destinados entre 40 e 60 milhões de dólares em capital de risco para fornecer fundos de investimento em prospecção mineradora.
O objetivo deste encontro é atrair companhias internacionais tecnológicas e provedores nacionais, assim como projetos de investimento em bens de capital críticos e estratégicos para a competitividade mineradora.
Fonte - EFE

Bolívia constrói novo duto para garantir envio de gás ao Brasil

A estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) constrói um duto alternativo, de quase 6 quilômetros, no cruzamento de um rio que enfrenta permanentes cheias, a fim de evitar futuras interrupções no envio de gás natural ao Brasil, informou a companhia nesta segunda-feira. A obra da nova tubulação está quase 70% concluída, disse a gerente da Gas Trans Boliviano (GTB), Katya Diederich, segundo um informe da YPFB.
Em 2007, a cheia do rio destruiu parte do gasoduto e forçou a suspensão dos envios de gás para o país vizinho. A YPFB projeta investimentos na obra até 2011 de cerca de US$ 30 milhões, através da GTB, encarregada das obras e cuja acionista majoritária é a estatal boliviana. Entre os sócios minoritários dessa empresa está a Petrobras.
O propósito da iniciativa é "garantir que, sob nenhuma circunstância, seja interrompido o volume de exportação de gás para o Brasil", disse a funcionária. Segundo o informe, trata-se de uma tubulação que irá por baixo do leito do Rio Grande, no departamento (Estado) de Santa Cruz. O gasoduto até o Brasil tem um diâmetro de 32 polegadas e envia entre 26 e 31 milhões de metros cúbicos diários de gás.
Fonte - Bem Paraná

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Venezuela comprará 10 petroleiros da Rússia, diz agência

A empresa estatal de navegação da Venezuela assinou um acordo para a compra de dez petroleiros Aframax da empresa russa United Shipbuilding Corp. (USC) no valor de US$ 700 milhões, informou a agência russa de notícias RIA Novosti, citando Igor Ryabov, porta-voz da USC.
"O acordo é para a entrega de dez navios para a Venezuela até 2016", disse Ryabov, segundo a agência.
Segundo a RIA Novosti, três petroleiros serão construídos em fábricas na Coreia do Sul pertencentes ao Grupo Daewoo e os demais serão construídos na Rússia, sob supervisão de engenheiros da Daewoo.
Fonte - Dow Jones.

Convocam Cúpula da UNASUL para 26 de novembro na Guiana

Equador, como presidente pró témpore da União de Nações Sul-americanas (UNASUL), propôs em Nova Iorque ao Conselho de Ministros de Relações Exteriores do bloco o dia 26 de novembro para uma Cúpula na Guiana.
O Ministro de Relações Exteriores, Comércio e Integração do Equador, Ricardo Patiño, informou ao Conselho os resultados de sua reunião com o chanceler da Guiana, Carolyn Rodrígues-Birkett, referente ao transferência da Presidência Pró Témpore a esse país.
Os chanceleres dos Estados Membros da UNASUL acolheram com beneplácito a proposta apresentada de celebrar a Reunião Ordinária do Conselho de Chefes de Estado no próximo dia 26 de novembro em Georgetown, Guiana.
Nessa Cúpula o presidente equatoriano, Rafael Correa, entregará à Guiana o mandato recebido no dia 10 de agosto de 2009 e renderá conta de seu trabalho no ano em que desempenhou a presidência rotativa do bloco.
O comunicado da chancelaria equatoriana destaca o desejo de ambas nações de trabalharem conjuntamente a coordenação das futuras reuniões.
Nas últimas semanas o governo do presidente Correa, tem empreendido uma ofensiva diplomata para chegar à culminação de seu mandato com a ratificação por nove países do Tratado Constitutivo, requisito para sua entrada em vigor.
Ainda quando até o momento só foi ratificado por sete dos 12 países: Argentina, Peru, Equador, Bolívia, Guiana, Venezuela e Chile, existe a possibilidade de que Colômbia, Uruguai e Paraguai o façam nas próximas semanas.
A ideia do Equador é entregar à Guiana a Presidência Pró Témpore da UNASUL com a maioria de países ratificados, a fim de que tenha vida jurídica, e conseguir que os restantes tenham ao menos uma folha de rota para isso.
Fonte - Prensa Latina

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Nestlé vai investir R$ 500 milhões no Brasil em 2011

O presidente da multinacional suíça Nestlé no Brasil, Ivan Zurita, disse ontem que a companhia fará investimentos entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões no Brasil em 2011. O montante será destinado a ampliações e construções de fábricas, tecnologia e inovações, e não inclui aportes em novas aquisições.
"Nosso objetivo é sempre crescer o dobro do PIB (produto interno bruto) a cada ano, e queremos duplicar a companhia em cinco anos. Para 2010, pretendemos incrementar nosso faturamento em cerca de 12%", afirmou o executivo.
Em 2009, as vendas da empresa chegaram a R$ 16 bilhões - o que significa que, este ano, essa receita deve ficar perto dos R$ 18 bilhões. Atualmente, de acordo com Zurita, o Brasil é o país onde a Nestlé mais cresce em sua presença no mundo.
Fábrica. O executivo também confirmou ontem a abertura de uma nova fábrica de bebidas no Rio de Janeiro, a segunda no Estado, com aportes entre R$ 80 milhões a R$ 100 milhões. "Ainda não decidimos o local da fábrica, que vai ser basicamente de bebidas líquidas de leite. Estamos mapeando o Estado para encontrar uma região adequada tanto em termos de captação da matéria-prima quanto em capacitação profissional. Em mais ou menos uma semana teremos reunião com a Secretaria de Desenvolvimento do Estado para decidir a localização e imediatamente começar a construção", afirmou Zurita.Atualmente, a Nestlé possui 30 fábricas no Brasil, e a nova unidade no Rio de Janeiro está em linha com a estratégia de descentralização da produção que a empresa está realizando no País. "Além disso, o Rio de Janeiro é um grande consumidor de bebidas no Brasil, e a descentralização nos traz custo de logística mais acessível", disse o presidente da Nestlé. O executivo também anunciou que fará ainda neste ano uma ampliação da fábrica do município de Ibiá, em Minas Gerais.
Novas compras. Em relação a novas aquisições, Zurita afirmou que a empresa está analisando as oportunidades de mercado, mas que, principalmente no setor de lácteos, não há uma grande oferta de empresas. "Não existe muita coisa que esteja compatível com a nossa preferência em tecnologia e qualidade", disse.
Com relação às eleições presidenciais de outubro, Zurita não quis citar o candidato de sua preferência, mas disse que, independentemente de quem assumir a presidência da República, o principal desafio para o novo governante é a reforma fiscal.
"Os encargos brasileiros são muito altos e não é só no setor de alimentação", afirmou Zurita. No ano passado, de acordo com o executivo, a Nestlé pagou cerca de R$ 4 bilhões em impostos no País.
Fonte - Estadão

Brasil e Argentina definem acordo de cooperação no setor lácteo

O Brasil e a Argentina finalizam nesta quarta, dia 22, uma lista com sugestões para colocar em prática a cooperação entre os dois países no setor de lácteos. O acordo, que deve ser selado no dia 7 de outubro em Buenos Aires, tem o objetivo de aumentar as exportações brasileiras.
O déficit na balança comercial de lácteos brasileira chegou a US$ 7,5 milhões em agosto. A situação que preocupa o governo federal e os produtores. Para tentar reverter o cenário, o Brasil costura um acordo de cooperação com a Argentina.
– Vários elos dessa cadeia já se manifestaram a vontade de sentar e trocar opiniões e buscar novos mercados com a Argentina. Tanto o leite como queijos são dois exemplos de elos presentes nas negociações – explica a coordenadora do Departamento de Planejamento e Desenvolvimento de Comércio Exterior do MDIC, Cândida Cervieri.
A crise econômica internacional de 2008 e a entrada de produtos asiáticos no mercado brasileiro obrigaram os dois países, que até agora competiam, a mudar de postura. O setor produtivo brasileiro, que tem cobrado do governo medidas para conter as importações, quer garantias de que a parceria trará resultados para a balança comercial.
– Não vamos fazer integração, aplicar dinheiro, investir numa indústria argentina para que depois ela exporte para o Brasil, concorrendo com a produção brasileira. A nossa visão é: está perfeito desde que seja para se criar uma plataforma de exportação no Mercosul para terceiros mercados – diz o/ presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim.
Segundo este especialista em relações internacionais, Rafael Duarte, a experiência argentina na produção leiteira pode beneficiar a competitividade do setor no Brasil.
– Para nós, é uma colaboração técnica para a produção de leite. A gente pode aprender com eles e ser competitivo. Os dois países vão ganhar muito e fortalecer o bloco.
Fonte - Canal Rural

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Indústria ameaça produzir no Paraguai para baratear energia

Os encargos que pesam sobre a tarifa industrial de energia podem fazer com que o Brasil perca para o Paraguai investimentos no setor de alumínio. Na análise de alguns industriais, pesa a favor do país vizinho a energia barata e abundante da metade de Itaipu a que o Paraguai tem direito. Energia essa que pode ser oferecida sem o grande cardápio de encargos e tributos que encarecem os mesmos megawatts do lado brasileiro.
"Há indústrias brasileiras que estão estudando ir para o Paraguai para produzir lá e exportar para o Brasil", disse à Agência Estado o presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa. Segundo ele, o setor de alumínio está entre os que estudam a possibilidade de investir no Paraguai para se beneficiar do preço da energia de Itaipu.
A eletricidade representa cerca de 35% do custo de produção do alumínio. Em um cenário em que, segundo a Abrace, a carga tributária sobre a tarifa de energia elétrica chega a 51,6%, a competitividade do setor fica ameaçada. "A tarifa industrial do Brasil é a terceira maior do mundo, perdendo apenas para as da China e Alemanha", disse o coordenador da Comissão de Energia da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Eduardo Spalding.
O executivo da Abal confirmou que, por causa do alto preço da energia no Brasil, alguns investidores já analisam a possibilidade de instalar fábricas de alumínio fora do Brasil, em países como Trinidad e Tobago e Paraguai. A canadense Rio Tinto Alcan já anunciou que negocia a instalação de uma unidade de produção de alumínio no Paraguai.
Acordo. O Paraguai tem direito à metade dos cerca de 14 mil megawatts (MW) de potência instalada de Itaipu, mas, segundo Spalding, só consome 10% da energia a que tem direito. Assim, o governo conta, na prática, com um poderoso instrumento para atrair investimentos: excesso de energia barata disponível. O Brasil, além de enfrentar essa concorrência, negociou um acordo com o Paraguai - ainda não sacramentado pelo Congresso - para elevar de R$ 120 milhões para R$ 360 milhões o montante pago anualmente ao país vizinho pela energia excedente de Itaipu.
Segundo Spalding, há 25 anos não se instala uma nova fábrica de alumínio no Brasil. Sem novos investimentos, o País dependerá de importações para suprir a expectativa da Abal de aumento do consumo. A entidade acredita que a demanda brasileira passará de 1,5 milhão de toneladas por ano para 2,5 milhão de toneladas anuais em até 10 anos.
Pedrosa, da Abrace, avalia que é preciso mais transparência nos cálculos das tarifas de energia, pois, além de caras, acabam sendo imprevisíveis. "O consumidor de energia paga um conjunto de políticas do governo, política social e até de relações internacionais", disse Pedrosa. Ele explicou que, além dos impostos normais, estão embutidos nas tarifas subsídios a consumidores de baixa renda, financiamento de programas como o Luz Para Todos, subsídios à geração de energia na Amazônia e até mesmo a conta de acordos internacionais com a Argentina ou o Paraguai.
Foonte - Estadão

A Venezuela e o México decididos a re-impulsar relações bilaterais

O embaixador do México na Venezuela, Carlos Pujalte, assegurou hoje que ambos países planejam re-impulsar as relações bilaterais em áreas de interesse comum como a energia, comércio e investimento, cooperação técnico-científica e educação.
Em declarações a Imprensa Latina, comentou que no primeiro trimestre de 2011 uma delegação venezuelana viajará para seu país para tratar temas vitais para a colaboração mútua.
Levávamos seis anos com uma relação estática, temos 40 acordos que não se movimentaram, do que trata-se é de fomentar o desenvolvimento dos nexos bi-nacionais, acrescentou.
O diplomata asseverou que os investidores e comerciantes mexicanos estão interessados em ampliar os vínculos com a Venezuela.
Pujalte explicou que Caracas é um dos principais sócios comerciais do México na América Latina (depois da Colômbia e o Brasil) e as potencialidades são enormes.
Finalmente ressaltou as coincidências entre as duas nações, produtoras de petróleo e com democracias consolidadas, disse.
Acrescentou que uma das projeções do atual governo mexicano é afiançar as relações com os países latino-americanos, particularmente com a Venezuela.
O embaixador lembrou recentes visitas do chanceler Patricia Espinosa a esta capital para tratar assuntos multilaterais e repassar o estado atual dos laços com Caracas, passos vitais para seu aprofundamento.
Fonte - Prensa Latina

Eletrobras planeja captar até US$ 5,5 bilhões no exterior

A captação de recursos que a Eletrobras planeja fazer até o fim deste ano pode alcançar o montante de US$ 5,5 bilhões. Foi o que afirmou ontem o presidente da empresa, José Antonio Muniz Lopes. Desta previsão de captação, US$ 2 bilhões já foram aprovados pela companhia e US$ 2 bilhões ainda precisam passar pelo crivo do Conselho de Administração da Eletrobras (CAE). Além disso, explicou Muniz, a empresa estuda uma proposta da Areva no valor de US$ 1,5 bilhão para que a estatal adquira os equipamentos adicionais para terminar a central termonuclear de Angra 3.
De acordo com a Eletrobras, da primeira parte de US$ 2 bilhões já aprovados pelo Conselho, o Banco Mundial deverá liberar cerca de US$ 500 milhões para a estatal reestruturar as empresas de distribuição que controla. Segundo Muniz, esse contrato já está em fase de conclusão e deverá ser assinado em breve. Uma outra parcela, de US$ 500 milhões, ainda está em negociação com a Corporación Andina de Fomento (CAF) e seu destino não está definido. O executivo disse, em coletiva depois de evento em que foi homenageado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing (ADVB), que a empresa ainda terá US$ 1bilhão em bônus, mas essa emissão ainda não foi definida, pois depende de uma análise da situação de mercado. Todos esses recursos, explicou, serão equilibrados pelos recebíveis da Usina de Itaipu.
Do valor total, a empresa ainda negocia uma parcela de US$ 2 bilhões que deverá ser aprovada pelo Conselho de Administração da Eletrobras. Muniz afirmou que ainda não há prazo para que essa autorização seja concedida, mas que o pedido para essa captação já foi feito aos seus membros. Segundo Muniz, a meta da diretoria da Eletrobras com esses recursos é de ter um hedge da dívida da empresa em dólar e evitar perdas com a variação do câmbio.
"Essa operação não significa que estamos precisando de dinheiro, que a Eletrobras está comprando dinheiro", ressaltou Muniz. "Precisamos fazer o hedge natural dessa nossa receita de Itaipu para termos o resultado real da empresa, não o fictício", complementou ele, que reafirmou que a meta é essa captação ser concluída este ano.
O executivo comentou que além dos US$ 4 bilhões que a Eletrobras pretende levantar, o demais US$ 1,5 bilhão deverá ser originado de instituições financeiras francesas, em decorrência do fornecimento de equipamentos de Angra 3 pela Areva.
Sobre os rumores que surgiram na sexta-feira de que a empresa teria recebido um convite para entrar como investidora em um projeto de alumínio em Camarões, ele destacou que a Eletrobras recebe com frequência convites para projetos. "Essas propostas têm de passar pelo Comitê de Investimento, que faz uma triagem para verificar se o projeto em questão que se enquadra em nossa política de investimentos", afirmou Muniz.
Acordo em Itaipu
Enquanto a Eletrobras negocia a captação de recursos para balancear o resultado da empresa com Itaipu, o acordo para aumento do pagamento brasileiro pela parcela de energia que o Paraguai não consome de Itaipu, continua. O diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, Jorge Samek, afirmou ontem, em São Paulo, que o acordo sobre a revisão do preço da energia foi aprovado pelo congresso daquele país. Segundo o acordo firmado entre os dois países, o novo valor da cessão da energia gerada, que era de cerca de US$ 100 milhões, passará a custar cerca de US$ 300 milhões.
"O acordo já foi aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. No Paraguai, essa questão já está concluída", afirmou Samek. De acordo com o executivo, agora depende apenas do Congresso Nacional brasileiro para que ocorra a revisão do Tratado de Itaipu, de 1973. Além disso, os dois governos continuam a discutir a possibilidade de o Paraguai vender diretamente a sua energia de Itaipu no mercado brasileiro. Samek disse que a diretoria brasileira produziu um estudo sobre a perspectiva do preço da energia em um horizonte de 20 anos. Segundo ele, esse material foi apresentado ao Paraguai, que avalia os cenários para vender diretamente a energia no Brasil.
Samek disse que as condições do tratado são favoráveis ao Paraguai porque evitam que a remuneração do país vizinho sofra influência das oscilações do preço da energia no mercado brasileiro. Ele considera importante a entrada gradual da estatal paraguaia Ande no mercado brasileiro, pois em 2022 a Usina de Itaipu estará paga e o anexo C do tratado será revisado. Por isso, "é importante que o Paraguai conheça as condições do mercado brasileiro", disse o executivo.
A captação de recursos que a Eletrobras planeja fazer até o final do ano pode alcançar o total de US$ 5,5 bilhões, segundo disse ontem o presidente da empresa, José Antônio Muniz Lopes. Dessa previsão de captação, US$ 2 bilhões já foram aprovados pela companhia e outros US$ 2 bilhões ainda precisam passar pelo crivo do Conselho de Administração da Eletrobras (CAE).
Além disso, explicou Muniz, a empresa estuda proposta de financiamento da francesa Areva de US$ 1,5 bilhão, para que a estatal adquira equipamentos adicionais para terminar a central termonuclear de Angra 3.
De acordo com a Eletrobras, da primeira parte de US$ 2 bilhões já aprovados pelo Conselho, o Banco Mundial deverá liberar cerca de US$ 500 milhões para a estatal reestruturar as empresas de distribuição que controla. Outra parcela de US$ 500 milhões ainda está em negociação com a Corporación Andina de Fomento (CAF) e seu destino não está definido.
Fonte - DCI

Eike busca sócio em termoelétrica no Chile

O projeto de Castilla Central inclui seis unidades a carvão de 350 megawatts cada, além de outras duas a diesel para adicionar 2.300 MW. O projeto completo envolve investimentos de cerca de 4,4 bilhões de dólares.
De acordo com analistas do setor, busca por um parceiro faz parte da estratégia de Eike de reiterar os aportes na construção da termoelétrica mesmo frente ao rechaço de organizadores ambientalistas e moradores de zonas próximas ao futuro projeto. A iniciativa foi considerada ilegal e barrada pela Justiça do Chile, pelos danos ambientais que geraria à região do Atacama.
Com a entrada de um sócio no projeto, Batista poderia adaptar o cronograma de entrega da termoelétricas às exigências ambientais, em paralelo ao investimento na construção de outras termoelétricas de menor porte no Brasil.
A capacidade de geração de energia da termoelétrica chilena de Eike é quatro vezes maior que a Central Barracones, termoelétrica que teve sua construção cancelada a pedido do presidente do país, Sebastián Piñera.
Isso teria antecipado o prazo de entrega da Castilla, que será acompanhado de perto pelo governo federal - a preocupação é de que o cancelamento da termoelétrica de Eike, também por questões ambientais, poderia afetar o abastecimento de energia no país a longo prazo. A questão foi discutida recentemente na sede do governo por Piñera, o Ministro da Energia do Chile, Ricardo Raineri, e executivos de CGX.
Os opositores do projeto, como o senador Guido Girardi, pediu ao presidente Lula que interceda Batista antes de finalmente parar o projeto, diz a reportagem. A oposição à iniciativa aumentou substancialmente após a decisão do governo de transferir o local da Central Barrancones Suez para fora de Punta de Choros - norte do país, onde estariam instaladas as futuras termoelétricas do empresário brasileiro.
O plano da Comissão Nacional de Energia (CNE) de projeção da oferta de geração de energia do país inclui a instalação de cerca de dez centrais elétricas a carvão na região norte do Chile.
Fonte - Exame

Os Presidentes da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da República Oriental do Uruguai, José Alberto Mujica Cordano,

Os Presidentes da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da República Oriental do Uruguai, José Alberto Mujica Cordano, encontraram-se na fronteira dos dois países, nas cidades de Santana do Livramento e Rivera, para reforçar os vínculos de amizade entre os povos brasileiro e uruguaio e aprofundar a cooperação em diversas áreas de interesse comum. Os dois Mandatários passaram em revista o amplo espectro da relação bilateral e discutiram a evolução dos trabalhos da Comissão Bilateral de Planejamento Estratégico e Integração Produtiva Brasil-Uruguai (CBPE).
Os Presidentes:
1. Ressaltaram o diálogo fluido existente entre o Brasil e o Uruguai, amparado pelos profundos laços de amizade e de cooperação política, econômica e cultural entre os dois países e pela ampla coincidência de valores em defesa dos princípios democráticos, dos direitos humanos, do respeito ao direito internacional e da solução pacífica de controvérsias. Ressaltaram, igualmente, seu firme compromisso com o fortalecimento da integração bilateral e regional, destacando a importância do MERCOSUL e da UNASUL como instâncias primordiais de integração política, social, econômica e comercial da região.
2. Congratularam-se pela realização do encontro na fronteira, que simboliza o espírito de integração existente entre os dois países. Enfatizaram a importância de iniciativas que promovam o desenvolvimento integrado das cidades de fronteira e melhorem a qualidade de vida de sua população, por meio de um tratamento diferenciado em matéria econômica, de trânsito, de regime trabalhista e de acesso a serviços públicos essenciais. Nesse sentido, renovaram compromisso com a implementação do “Ajuste Complementar ao Acordo sobre Permissão de Residência, Estudo e Trabalho de Nacionais Fronteiriços Brasileiros e Uruguaios para a Prestação de Serviços de Saúde”. Ressaltaram, ademais, a necessidade de avançar rapidamente no financiamento pelo FOCEM (Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do MERCOSUL) do projeto de saneamento integrado de Aceguá-Brasil e Aceguá-Uruguai, cujo êxito poderá servir de modelo para outras iniciativas semelhantes na fronteira comum.
3. Manifestaram sua satisfação pela assinatura, nesta data, do Acordo sobre Transporte Fluvial e Lacustre na Hidrovia Uruguai-Brasil. A Hidrovia facilitará o transporte de passageiros e de cargas entre os dois países e permitirá o acesso de empresas mercantes brasileiras e uruguaias aos mercados de ambos os países, oferecendo uma alternativa de baixo custo para o transporte multimodal na área de influência da Bacia da Lagoa Mirim, gerando desenvolvimento na fronteira entre os dois países.
4. Celebraram a assinatura, nesta data, do Acordo sobre Cooperação no Âmbito da Defesa. O instrumento, que reflete o elevado grau de confiança mútua existente entre os dois países, constitui importante marco para o diálogo estratégico entre o Brasil e o Uruguai na área da Defesa. Oferece um amplo quadro legal para o aprofundamento da cooperação bilateral na matéria, incluindo, dentre outros, a troca de experiências sobre políticas de defesa e operações; pesquisa, desenvolvimento, apoio logístico e aquisição de produtos e serviços de defesa; promoção de ações combinadas de treinamento e exercícios conjuntos, além do intercâmbio de instrutores e alunos das instituições militares dos dois países.
5. Registraram, igualmente, a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Ministério da Pesca e Aqüicultura do Brasil e o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai para fomentar a cooperação em matéria de pesca e aqüicultura entre ambos os países.
6. Destacaram a importância do salto qualitativo nas relações bilaterais propiciado pela crescente integração produtiva entre Brasil e Uruguai. Nesse sentido, reiteraram sua satisfação pela criação da Comissão Bilateral de Planejamento Estratégico e Integração Produtiva Brasil-Uruguai (CBPE), instrumento de grande interesse estratégico para os dois países, e registraram a realização da I Reunião da CBPE, em 31 de maio último, em Brasília. As atividades da Comissão serão fundamentais para dinamizar o processo de integração bilateral e atender às aspirações de desenvolvimento e prosperidade de ambos os países.
Com relação aos projetos, temas e iniciativas tratados no âmbito da CBPE, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente José Alberto Mujica Cordano:
Porto de Águas Profundas em La Paloma
7. Expressaram sua satisfação pela realização, nos dias 30 de junho e 1º de julho, de missão técnica brasileira a La Paloma e a Montevidéu, composta por representantes da Secretaria Especial de Portos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), com o objetivo de avaliar as possibilidades de cooperação com o Uruguai na realização dos estudos de demanda e de viabilidade técnica do projeto.
8. Instruíram as autoridades competentes a identificar, de forma conjunta, potenciais formas de participação brasileira nas etapas de planejamento e execução das obras. Nesse sentido, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a determinação de que a Secretaria de Portos avalie meios de transferir conhecimento na área de planejamento e execução de obras de construção, ampliação e manutenção de portos.
Integração ferroviária e Porto Seco de Rivera
9. Reconheceram que a promoção da integração ferroviária entre o Brasil e o Uruguai e a construção de um Porto Seco em Rivera são de fundamental importância para o intercâmbio comercial entre os dois países e para o escoamento de produtos brasileiros e uruguaios.
10. Tomaram nota da apresentação, por ocasião da I Reunião da CBPE, de dados que demonstram as novas demandas econômicas da região, bem como da realização de obras de recuperação, ora em andamento, da linha Montevidéu-Rivera. Determinaram que as autoridades competentes nos dois países dêem continuidade aos estudos de viabilidade técnica e econômica e à realização de reuniões periódicas, a fim de avançar no intercâmbio de experiências e na identificação de oportunidades de cooperação e de investimentos, incluindo a participação da iniciativa privada, no sistema ferroviário dos dois países.
11. Registraram, nesse contexto, a realização de missão técnica ao Uruguai do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no dia 21 de julho corrente, com o propósito de intercambiar informações e dados técnicos e iniciar a discussão de medidas concretas de promoção da integração ferroviária entre os dois países. Nesse contexto, congratularam-se pelo compromisso de reativação do trecho Cacequi-Livramento, anunciado pelo lado brasileiro durante a referida missão técnica.
Hidrovia Uruguai-Brasil
12. Concordaram que é necessário proceder, no prazo mais breve possível, à realização dos investimentos necessários para a implantação da Hidrovia Uruguai-Brasil, incluindo obras de infra-estrutura, dragagem, balizamento e sinalização. Nesse contexto, determinaram que sejam convocadas reuniões entre os órgãos competentes, a fim de identificar potenciais fontes de financiamento das obras e de coordenar as ações que serão realizadas. Registraram, nesse contexto, a realização do seminário técnico sobre a implantação da Hidrovia, no dia 16 de julho corrente, em Porto Alegre, com a participação de autoridades brasileiras e uruguaias.
Nova Ponte sobre o Rio Jaguarão e Restauração da Ponte Barão de Mauá
13. Reiteraram a importância da execução das obras de restauração da Ponte Barão de Mauá e de construção de uma segunda ponte sobre o Rio Jaguarão para a integração dos dois países. Nesse sentido, tomaram nota da entrega do projeto básico relativo à restauração da ponte Barão de Mauá, bem como dos avanços na elaboração do projeto executivo e dos estudos ambientais relativos à construção da nova ponte.
14. Instruíram as autoridades competentes a convocar, no prazo mais breve possível, reunião da Comissão Mista para a Construção da Segunda Ponte sobre o Rio Jaguarão e do Grupo Técnico para a Restauração da Ponte Mauá, de modo a assegurar avanços no curto prazo. Determinaram que a Comissão Mista tome decisão, com base nos estudos em andamento, sobre a localização da nova ponte, de modo a permitir o lançamento da licitação das obras. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão do Brasil de arcar com a maior parte dos custos da construção da segunda ponte sobre o Rio Jaguarão.
Centro de Convenções e Feiras de Montevidéu
15. Reconheceram a importância da construção do Centro de Convenções e Feiras de Montevidéu para a promoção do turismo no Uruguai, que incentivará a realização de feiras, congressos e eventos culturais e esportivos de grande porte no país, contribuindo para o ingresso de capitais na economia uruguaia.
16. Tomaram nota dos contatos preliminares mantidos, em maio último, entre autoridades uruguaias e brasileiras, com o propósito de discutir os requisitos para a realização do projeto e a concessão de financiamento, bem como a definição da entidade que será responsável pela administração do projeto.
17. Instruíram as equipes técnicas de ambos os países a dar seguimento ao intercâmbio de informações com vistas a avaliar as possibilidades de apoio brasileiro à estruturação e à execução do projeto.
Intercâmbio de energia elétrica
18. Congratularam-se pelo acordo alcançado entre as empresas energéticas UTE e ELETROBRAS para o estudo de empreendimentos conjuntos de geração em ambos os países.
19. No marco da construção da linha de interconexão elétrica entre San Carlos (Uruguai) e Candiota (Brasil), reiteraram a importância do projeto como forma de aumentar as capacidades de intercâmbio de energia elétrica.
20. Instruíram as autoridades competentes a intensificar as reuniões com vistas a assegurar as condições normativas adequadas para permitir tal intercâmbio, respeitando os marcos regulatórios de cada país. Determinaram que estas preparem, num prazo de 90 dias, uma proposta de Tratado que promova a integração energética, mediante fórmulas de intercâmbio tanto de energia firme como interruptível, respeitando os marcos regulatórios de cada país.
Sistema de Pagamentos de Moeda Local (SML)
21. Reafirmaram o interesse de ambos os países na implantação, no menor prazo possível, do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) entre o Brasil e o Uruguai, que contribuirá para facilitar as transações bilaterais e reduzir custos operacionais, estimulando o fluxo comercial e financeiro entre os dois países.
22. Expressaram sua satisfação pelos avanços obtidos na definição dos marcos regulatórios e na realização dos testes do sistema de informática necessários para a implantação do SML. Saudaram a conclusão dos trâmites legais no Uruguai para a entrada em operação do SML e o envio ao Congresso Nacional, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 12/05/10, de projeto de lei para autorizar o Banco Central do Brasil a abrir crédito ao Banco Central do Uruguai, sob a forma de margem de contingência reciprocamente concedida, no valor de US$ 40 milhões. Determinaram que o sistema entre em operação tão logo os procedimentos técnicos e legislativos sejam concluídos em ambos os países.
23. Concordaram com a necessidade de reforçar a divulgação e disseminar o conhecimento sobre o SML. Solicitaram que os Bancos Centrais e os órgãos encarregados do comércio exterior dos dois países promovam, em agosto próximo, evento de divulgação do SML no Uruguai, com o objetivo de esclarecer o funcionamento e as vantagens do sistema para empresários brasileiros e uruguaios.
Integração Produtiva
24. Reafirmaram o caráter estratégico da integração produtiva entre os dois países como forma de alcançar maior equilíbrio nas trocas comerciais e destacaram a existência de grande potencial de cooperação nos setores de biotecnologia, energia eólica, metal-mecânica, eletrônica e software, lácteos, couro, química e látex, naval e aeronáutico, entre outros.
25. Saudaram a realização, no dia 18 de junho último, de encontro empresarial em São Paulo entre representantes dos setores com maior potencial de integração, no qual foram avaliadas oportunidades de negócio entre empresários dos dois países, com base na compilação dos diversos projetos de integração produtiva apresentados até o momento.
26. Determinaram que a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Ministério da Indústria, Energia e Mineração do Uruguai (MIEM) garantam o seguimento dos encontros setoriais já realizados e consolidem calendário, no prazo mais breve possível, de eventos empresariais, com ênfase na realização de rodadas de negócios e identificação de oportunidades concretas de integração produtiva. Instruíram que a ABDI e o MIEM assegurem a participação não apenas dos empresários, mas também de instituições financeiras que possam contribuir para a viabilização dos projetos identificados. Instruíram, no marco da CBPE, a ABDI e o MIEM, em coordenação com as respectivas Chancelarias, a tomar as providências necessárias à realização do III Encontro Empresarial em São Paulo em setembro próximo.
Ciência, Tecnologia e Inovação
27. Registraram, com satisfação, a inclusão do tema “ciência, tecnologia e inovação” no âmbito da Comissão Bilateral de Planejamento Estratégico e Integração Produtiva Brasil-Uruguai e a realização de reunião, no dia 18 de junho último, entre representantes dos órgãos competentes dos dois países.
28. Congratularam-se pela celebração, nesta data, do Memorando de Entendimento para a Cooperação Científica, Tecnológica, Acadêmica e de Inovação, que prevê a intensificação do trabalho conjunto em áreas como bio e nanotecnologia, energia, tecnologia industrial e engenharia de produção, meio ambiente, novos materiais, biomedicina, tecnologias da informação e das comunicações, matemática aplicada e modelagem e setor espacial.
29. Comprometeram-se a incentivar a integração de cadeias produtivas de indústrias e de serviços dos dois países, particularmente em setores intensivos em conhecimento. Coincidiram na avaliação de que recursos do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do MERCOSUL (FOCEM) poderiam ser utilizados para o financiamento de experiências-piloto de integração em áreas de fronteira.
30. Acolheram com entusiasmo a possibilidade de o Uruguai ampliar sua participação no Centro Brasileiro-Argentino de Biotecnologia (CBAB), havendo, para tanto, recomendado o início das consultas formais junto ao lado argentino, com vistas à concretização desse projeto. 31. Registraram o êxito da Missão brasileira de ciência, tecnologia e inovação ao Uruguai, nos dias 26 e 27 de julho de 2010, a qual estabeleceu elementos para um programa de trabalho bilateral em áreas como biotecnologia, integração produtiva na fronteira e intercâmbio de experiências de inovação.
32. Manifestaram satisfação com o avanço das negociações e dos contatos entre empresas uruguaias e brasileiras nos setores de biotecnologia, fármacos e insumos farmacêuticos, que esperam venham a propiciar maior integração produtiva e tecnológica neste setor, além de maior acesso aos respectivos mercados pelas empresas públicas e privadas de ambos os países.
Fonte - Ministério das Relações Externas

Multinacionais demonstram interesse em mineração na Bolívia

O vice-ministro de Mineração boliviano, Héctor Córdoba, disse que, além do Brasil, estão interessadas em investir no país andino empresas de Estados Unidos, França, Espanha, Rússia, China, Japão, Coréia do Sul, Finlândia e Canadá.
Segundo Córdoba, as empresas de Espanha e Coréia do Sul estão interessadas em um plano para construir duas indústrias de refinamento de zinco nas regiões andinas de Oruro e Potosí, fronteiriças com o Chile.
O Plano Nacional de Desenvolvimento do presidente Evo Morales prevê um investimento de US$ 250 milhões em cada indústria, e a licitação internacional será aberta nos próximos dias, acrescentou Córdoba.
De acordo com o vice-ministro, as negociações com China e com Coréia do Sul também avançaram para explorar ferro na mina de Mutún, na fronteira com o Brasil, em um projeto paralelo ao que é desenvolvido pela mineradora indiana Jindal Steel & Power.
Ele acrescentou que a China também está interessada em explorar ouro, enquanto a companhia sul-coreana Kores comprometeu-se a investir US$ 200 milhões para produzir cobre metálico na jazida Corocoro, a 50 quilômetros de La Paz.
O projeto de mineração boliviano que mais despertou o interesse das companhias foi o de exploração de lítio em Potosí.
O Governo está montando em Uyuni uma fábrica com um projeto-piloto de exploração de carbonato de lítio em pequena escala e, em uma próxima etapa, deve construir uma fábrica maior para atingir escala industrial a partir de 2013 com parceria de uma companhia estrangeira, que será definida em 2011, disse Córdoba.
O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, afirmou no domingo que a Bolívia recebeu propostas de empresas de Brasil, França, China, Estados Unidos, Rússia e Coréia do Sul.
Em junho, o Ministério da Mineração anunciou que duas empresas finlandesas ofereceram investimento e tecnologia para desenvolver uma indústria de baterias de lítio.
Fonte - EFE

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

China reforça sua presença econômica na América Latina

A China multiplicou ultimamente seus investimentos na América Latina no setor de mineração e hidrocarburetos, mas também em infraestruturas ferroviárias e siderurgia, reforçando e diversificando dessa maneira sua presença em uma região que registra um forte crescimento econômico, em especial o Brasil.
Nos últimos anos, os dirigentes chineses multiplicaram as visitas econômicas à América Latina, assinando acordos de investimento e exploração com países produtores de petróleo como Venezuela, México, Brasil, Argentina, Equador e Colômbia.
Em julho passado, a China entregou à Venezuela, país amigo, a primeira parte de um empréstimo de 20 bilhões de dólares para financiar 19 projetos de desenvolvimento.
Em abril, o gigante chinês CNPC anunciou que ia pagar um ticket de entrada de 900 milhões de dólares à Venezuela para ter acesso a uma reserva de petróleo na bacia do Orinoco.
Também em abril, um dirigente chinês anunciou que o Peru havia se convertido no principal receptor de capitais chineses na América Latina com 1,4 bilhão de dólares investidos, dos quais 1,1 bilhão em mineração.
No entanto, o país que mais atrai as empresas chinesas é o Brasil, devido especialmente a suas imensas necessidades de financiamento de infraestruturas.
"Mais de 50% das oportunidades de investimentos chineses na América Latina estão concentradas no Brasil", declarou à AFP Gerardo Mato, chefe da divisão latinoamericana do banco HSBC, no foro de investimentos China-América Latina, que foi realizado em Pequim há alguns dias.
Para a preparação do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, ambos no Brasil, "se fala de cifras que vão de 60 a 120 bilhões de dólares" e os chineses poderão levar sua parte, indicou o banqueiro.
A China não se contenta em comprar ferro brasileiro e sim começa a fabricar aço no Brasil, como ilustra o acordo assinado entre as empresas brasileira LLX e chinesa Wuhan Iron and Steel, que investirão 5 bilhões de dólares na construção de uma usina siderúrgica.
O interesse chinês abrange outros setores, como o das ferrovias, em particular trens de alta velocidade, no qual o líder francês TGV se vê desafiado por empresas chinesas nos projetos brasileiro Rio de Janeiro-São Paulo e argentino Buenos Aires-Córdoba.
Há algumas semanas, a China e a Argentina assinaram acordos no setor ferroviário por um total de 10 bilhões de dólares.
Por seu lado, as empresas latinoamericanas visam mais a buscar "possibilidades de financiamento" para seu desenvolvimento em seus próprios países do que investir na China, indicou Mato.
Na semana passada, a brasileira Vale do Rio Doce, primeiro produtor mundial de ferro, anunciou que ia receber um empréstimo de 1,2 bilhão para financiar a construção de 12 embarcações de grande porte destinadas ao transporte do minério para China, sua principal cliente.
No final de 2009, a Petrobras obteve na china uma linha de crédito de 10 bilhões de dólares em dez anos, para financiar seu programa de investimento 2008-2013.
Os Estados Unidos, que exercem uma influencia predominante na América Latina, declararam que eram favoráveis aos investimentos chineses.
"Não se trata de uma ameaça", afirmou, em agosto passado, o secretário de Estado adjunto americano para a América Latina, Arturo Valenzuela, durante una visita de cinco dias à China.
Fonte - AFP

Bolívia elabora projetos para fornecer energia elétrica ao Brasil

A Bolívia pretende se tornar nos próximos 10 anos um centro de energia elétrica para o Brasil, informou neste domingo o vice-presidente, Alvaro García.
"Queremos ser o centro de gás e de energia elétrica, porque nosso potencial de energia elétrica é gigante", disse García à imprensa local.
Perguntado sobre quais são os prováveis mercados da energia boliviana, García disse: "Os três países que nos cercam, principalmente o Brasil, que anualmente demanda quase 4.000 novos megawatts". Os outros dois destinos para a energia que seria produzida no país seriam Chile e Peru.
O governo boliviano pretende construir seis hidrelétricas para seu mercado interno e para exportação em um custo estimado de 5,7 bilhões de dólares, o que permitiria aos bolivianos pelo menos triplicar sua capacidade instalada, que atualmente é de 3.290 megawatts.
Parte dos recursos será do Estado boliviano, que tentará obter cooperação externa.
Os dois projetos hidrelétricos mais importantes, que estão em fase de estudo, são o de Cachuela Esperanza, localizado entre os departamentos amazônicos de Beni e Pando, e o de El Bala, na região de La Paz.
O primeiro tem um custo estimado de 1,6 bilhão de dólares; e o segundo, de 2,4 bilhões de dólares.
Fonte - AFP

sábado, 18 de setembro de 2010

Produção de petróleo no Brasil atinge recorde em agosto

A produção de petróleo no Brasil bateu recorde em agosto atingindo 2,078 milhões de barris diários, ultrapassando ligeiramente o recorde de 2,077 milhões de barris registrado em abril, informou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta quinta-feira.
A ANP informou que passará a divulgar em toda última semana do mês os dados de produção de petróleo e gás no Brasil, além de informar o volume por empresa contabilizando o total produzido no campo apenas para a operadora.
Desta maneira, a Petrobras ficará com o volume de seus parceiros minoritários nos campos operados por ela, mas não terá em sua soma os campos onde tem participação menor, como Ostra (Shell) e Frade (Chevron).
"Esse recorde mostra que estão entrando novas estruturas em produção e reflete o trabalho que vem sendo feito ao longo dos anos", disse o diretor da ANP, Victor Martins, durante a Rio Oil & Gas.
Desde 1999 a ANP realizava leilões anuais de blocos de petróleo, mas há dois anos não vende nenhuma área. A expectativa é de que em 2011 sejam realizados dois leilões, um com blocos no pré-sal da bacia de Santos, se o marco regulatório que implanta o regime de partilha no país for aprovado, e outro para campos em águas rasas e outras fronteiras.
Segundo Martins, com os blocos que já foram vendidos, a produção de empresas privadas no país deve dobrar nos próximos quatro anos.
Em agosto, por exemplo, a Petrobras respondeu por quase 92% da produção, com 1,898 milhão de barris diários, já que foram retirados os barris em parcerias nas quais a estatal não é a operadora.
A produção de gás natural ficou em 60,8 milhões de metros cúbicos.
A Shell é a segunda maior produtora, com 90,7 mil barris em agosto e 835 mil metros cúbicos de gás.
A Chevron vem em terceiro lugar, com 64 mil barris diários em agosto, e 715 mil metros cúbicos de gás, e a Devon fecha a conta das empresas que exploram o litoral brasileiro, com 22,9 mil barris.
Entre as empresas que operam em terra, a maior é a Petrosynergy, com 676 barris diários.
MAIORES CAMPOS
Segundo estudo da ANP, o Brasil tinha 294 concessões em produção no mês de agosto, sendo 75 concessões marítimas e 219 terrestres.
A bacia de Campos continua como o principal pólo produtor, com 1,765 milhão de barris de petróleo no mês passado, ou 84,9%, seguida da bacia do Espírito Santo, com 36,6 mil barris diários ou 3,3%.
A Petrobras tem oito dos dez maiores campos produtores do Brasil: Roncador, Marlim Sul, Marlim, Marlim Leste, Barracuda, Albacora Leste e Albacora e Jubarte (10º).
A Shell e a Chevron figuram entre as operadoras de dois dos dez maiores campos, com Ostra e Frade, respectivamente, em oitavo e nono do ranking.
A ANP vai informar também as maiores bacias, campos e poços produtores, e o nível da queima de gás natural. Em agosto, houve queima de 10% da produção de gás no país, ou 6,2 milhões de metros cúbicos, um aumento em relação aos 5,7 milhões de metros cúbicos queimados em julho, porém menor do que os 9,8 milhões há um ano.
"Desde abril a ANP está tentando reduzir a queima de gás em determinados campos", disse Martins, informando que pela legislação o máximo permitido é 3%. Os casos que excedem esse limite precisam de autorização especial da ANP.
"Estamos estudando permitir uma margem de 2%, mas será analisado caso a caso", disse Martins.
Segundo ele, as empresas fizeram um acordo com a ANP, e até 2015 terão que se ajustar à portaria da autarquia que limita a queima de gás natural.
"É um recurso da sociedade brasileira que está sendo desperdiçado, estamos tentando diminuir essa queima", afirmou Martins
Fonte- Reuters

Exxon quer vender ativos de petróleo na Argentina

A norte-americana Exxon Mobil está em conversas para vender seus ativos downstream (de refino, distribuição e comercialização de petróleo) na Argentina por uma quantia não revelada, disse o jornal financeiro El Cronista, citando fontes próximas à negociação. De acordo com o jornal, entre os prováveis candidatos à compra desses ativos estão a Petrobras, a Pan American Energy (na qual a britânica BP tem uma participação de 60%) e a argentina Bridas Corp.
O El Cronista disse que a Exxon quer vender cerca de 450 postos de gasolina e uma refinaria de petróleo com capacidade de produção de 85 mil barris por dia em Campana, que operam com a marca Esso. "Nós não comentamos sobre rumores no mercado ou especulações", disse o porta-voz da empresa, Tomas Hess.
Segundo o jornal, analistas estimam o valor dos ativos em cerca de US$ 800 milhões. A Exxon tem uma participação de 12% no mercado argentino, ficando atrás da YPF e da Shell. A Exxon pensou em vender esses ativos no começo de 2008, depois de receber ofertas não solicitadas, mas depois optou por não realizar o acordo.
Fonte - El Cronista

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Venezuela tem a segunda maior reserva petrolífera do mundo

A reserva de petróleo da Venezuela tem, atualmente, 251 bilhões de barris, o que a torna o segundo maior reservatório do mundo, atrás apenas da Arábia Saudita, destacou nesta quinta-feira um comunicado oficial.
O ministro de Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, disse que, em 1999, o país contava com "reservas de 87 bilhões de barris" e agora estão "certificadas" nos "livros" da estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA) "251 bilhões de barris".
"Estes números nos dão um estímulo no que diz respeito ao desenvolvimento de nossa política petrolífera", acrescentou Ramírez em um comunicado.
A Venezuela iniciou, em 2005, um processo de certificação de reservas na rica faixa petrolífera do Orinoco, localizada no leste do país, onde participam cerca de dez empresas estatais de vários países.
De acordo com os cálculos venezuelanos, existem, pelo menos, 236 bilhões de barris de petróleos pesados e extrapesados na faixa, onde, atualmente, operam várias transnacionais associadas com a PDVSA e extraem entre 600 mil e 900 mil barris diários, segundo dados oficiais.
Ramírez destacou que o Serviço Geológico dos Estados Unidos informou, neste ano, que em Orinoco "existem 1,3 milhão de barris" dos quais cerca de "585 bilhões" são recuperáveis.
O ministro informou que, graças aos projetos de exploração na faixa, a Venezuela planeja aumentar sua produção para 4,15 milhões de barris diários, em 2015, e para 6,85 milhões, em 2021.
A Venezuela é membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e um dos principais fornecedores dos EUA, para onde envia cerca da metade de seu bombeamento.
Fonte - EFE

Agrobiotecnologia é tema de interesse entre Brasil e Argentina

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lançaram o Edital 61/2010 para selecionar 1 projeto cooperativo binacional que contribua para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil e da Argentina na área de agrobiotecnologia.
A chamada é destinada a grupos de pesquisa brasileiros vinculados a instituições de ensino superior, institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados sem fins lucrativos, e empresas públicas.
Seu objetivo principal é promover o avanço científico e tecnológico do Brasil e da Argentina, visando à geração de produtos, processos e serviços focados na área de agrobiotecnologia.
O proponente será o coordenador brasileiro projeto e deverá especificar na proposta os dados do coordenador argentino (nome, instituição, resumo do currículo, etc.), assim como os dados das demais instituições colaboradoras.
A parceria com o setor privado é altamente recomendada, sendo que as empresas parceiras deverão aportar recursos, financeiramente mensuráveis, de no mínimo 10% adicionais ao orçamento global do projeto.
As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas.
O proponente precisa ter o título de doutor, com experiência no tema do projeto e currículo cadastrado na Plataforma Lattes e ter vínculo empregatício ou funcional com a instituição executora.
O projeto cooperativo binacional aprovado será financiado com recursos no valor de R$ 500 mil, oriundos do MCT.
O prazo para envio das propostas termina em 26 de outubro e o resultado será divulgado a partir de novembro deste ano. ´
Fonte - Aquidauana

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Embraer entrega primeiros E-190 a companhia aérea argentina

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) anunciou nesta quarta-feira a entrega dos dois primeiros aviões E-190 de um pacote de 20 aeronaves desse modelo encomendados pela companhia argentina Austral Linhas Aéreas em maio de 2009.
Em comunicado, a Embraer informou que as aeronaves são do modelo Advanced Range, que pode voar 2,4 mil milhas náuticas sem escala, autonomia suficiente para cobrir todo o território argentino, e possuem sistemas de entretenimento para passageiros.
"Com a entrada da Austral em nossa lista de operadores, chegamos a 53 companhias", disse o vice-presidente executivo de aviação comercial da Embraer, Paulo César de Souza, que acrescentou que os aviões da empresa operam em 36 países.
O empresário afirmou que sente "muito orgulho" por estreitar os laços comerciais com a Argentina, um país que, segundo ele, tem "um mercado de transporte aéreo dinâmico e com muito bom potencial de crescimento".
O contrato entre Embraer e Austral foi fechado em abril deste ano e a companhia argentina pretende usar as novas aeronaves para substituir algumas mais antigas em rotas regionais, intensificar as freqüências de voos atuais e chegar a novas cidades.
Fonte - EFE

Argentina: legisladores e empresários criticam 'protecionismo' europeu

A rejeição da França à negociação comercial da União Europeia (UE) com o Mercosul foi interpretada na Argentina como uma defesa aberta do protecionismo, afirmaram nesta quarta-feira legisladores e agricultores.
"A Europa faz uma política de protecionismo", disse à AFP Ricardo Buryaile, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em resposta às declarações do ministro francês da Agricultura, Bruno Le Maire.
Le Maire afirmou esta semana que a "Europa não é o lixão dos produtos agrícolas da América do Sul", no momento em que o comissário europeu do Comércio, Karel de Gucht, visita a região.
De Gucht minimizou a importância nesta quarta-feira de tais afirmações, ao declarar que a França deverá acatar as decisões que surgirem da negociação entre a União Europeia e o Mercosul, em declarações em coletiva de imprensa em Buenos Aires.
"A posição francesa é conhecida, é o que disse todos os dias, levaremos em conta essa posição. Estamos em contato com eles, mas é a Comissão que negocia, e devemos respeitá-la", disse De Gucht à AFP.
De Gucht esteve na terça-feira no Brasil e nesta quarta-feira reuniu-se em Buenos Aires com o chanceler argentino, Héctor Timerman, e com a ministra da Indústria, Débora Giorgi, com o objetivo de reativar as conversas para um acordo.
A postura francesa foi alvo de críticas em Uruguai e Paraguai, sócios plenos do bloco junto a Brasil e Argentina, cujo governo, no entanto, evitou divulgar reações às declarações de La Maire.
Fonte - AFP

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Projetos na área automotriz e de gás e petróleo aprovados na Cúpula do Mercosul

Técnicos brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios estão reunidos divididos em grupos setoriais, para discutir acordos técnicos.
Um desses grupos é o de integração produtiva, um dos mais novos criados no âmbito do Mercosul por determinação dos presidentes dos países que compõem o bloco. O objetivo é acelerar e aprofundar os esforços para que o Mercosul esteja cada vez mais articulado na produção de bens e serviços.
O negociador brasileiro no Grupo de Integração Produtiva do bloco é Reginaldo Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ele disse à Agência Brasil que, ao compartilhar suas estruturas industriais e desenvolver tecnologias comuns, um bloco econômico como o Mercosul amplia e melhora o grau de consolidação dos processos de integração.
Ao longo de um ano e meio de sua existência, o grupo apresenta alguns resultados concretos. É o caso de um portal destinado aos empresários do bloco e dos projetos discutidos nas áreas naval, aeronáutica e fitossanitária. Entre eles, dois terão destaque na reunião de San Juan.
Reginaldo Acuri disse que são projetos extremamente importantes porque se referem à preparação de pequenas e médias empresas do Mercosul para que elas possam estar cada vez mais integradas, entre si e com as empresas âncoras de duas cadeias produtoras essenciais para o Mercosul. A primeira delas é a automotriz. Segundo o presidente da ABDI, é nesse setor em que o Mercosul está industrialmente mais integrado.
Ele destacou que, como todas as montadoras são estrangeiras, “é extremamente importante que os fornecedores de autopeças dos nossos países possam, cada vez mais, acompanhar o desenvolvimento tecnológico, sendo capazes de fornecer para as montadoras, entrar na rede de fornecimento mundial de autopeças e se articular melhor”. Acuri destacou que “ganhar escala e densidade empresarial” é decisivo para que os países sejam competitivos na cadeia produtiva.
O segundo projeto em análise hoje pelo Grupo de Integração Produtiva, e que poderá ser aprovado amanhã, refere-se ao setor de gás e petróleo. “A Argentina tem uma produção tradicional, o Brasil também. O Brasil, com as reservas do pré-sal, sem dúvida irá para um outro patamar na sua escala e na sua importância mundial. Há uma infinidade de bens e uma infinidade talvez ainda maior de serviços que podem ser desenvolvidos na cadeia de gás e petróleo”, disse Acuri.
De acordo com ele, os dois projetos – o automotriz e o de gás e petróleo – são importantes para preparar as indústrias dos países do Mercosul “de modo que elas estejam integradas e possam compartilhar os processos de produção”.
Cada um dos projetos, segundo o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, poderá receber financiamento de US$ 2,5 milhões do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), criado em 2004 para financiar ações comunitárias no bloco.
O Focem financia projetos destinados à construção de pontes, redes de transmissão de energia, estradas e saneamento, entre outros. Será a primeira vez em que o fundo destinará recursos a projetos específicos de integração industrial do Mercosul, se eles forem aprovados.
Fonte - Juliana Andrade

Egito prevê triplicar comércio com Mercosul após novo tratado

O intercâmbio comercial entre Egito e os membros do bloco econômico sul-americano Mercosul deve triplicar nos próximos anos como parte de uma estratégia para garantir o fornecimento de alimentos à nação africana, disse nesta terça-feira o ministro do Comércio daquele país.
“Temos 2,5 bilhões de dólares de comércio entre o Egito e o Mercosul, com o tratado de livre comércio podemos duplicar ou triplicar esse número facilmente nos próximos anos”, disse o ministro Rachid Mohamed Rachid em entrevista à Reuters.
O acordo entre Egito e Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, foi assinado na véspera na província argentina de San Juan, onde o bloco regional realizou nesta terça-feira sua cúpula semestral de presidentes.
Fonte - Reuters

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mercosul quer definir ações para a integração industrial em vários setores em reunião em Brasília

A estratégia de integração econômica do Brasil, da Argentina, do Paraguai e Uruguai é assunto de uma reunião conjunta dos ministros da Indústria, Comércio e Turismo dos quatro países. No seminário estiveram presentes os ministros do Brasil, Miguel Jorge, da Argentina, Débora Adriana Giorgi, do Paraguai, Francisco Rivas Almada, e do Uruguai, Roberto Kreimerman. “Como nunca antes estamos trabalhando em uma agenda de integração produtiva no Mercosul genuína, que nos permitirá ficar juntos para competir em terceiros mercados”, afirmou a ministra da Argentina.
Segundo Débora Giorgi, houve orientações de todos os presidentes dos países que integram o Mercosul para aprofundar os estudos e levar adiante a integração dos setores específicos. “No Brasil temos programado uma agenda específica em setores estratégicos para os países. Temos casos concretos de parceria entre empresas brasileiras e argentinas”, disse ela.
Em seguida, a ministra acrescentou: “Também entre o Uruguai e Paraguai, descobrimos as oportunidades em setores como software, metalurgia, peças de automóveis “. Para Débora Giorgi, a integração é, sobretudo, um ato de complementaridade. “O progresso em um processo de integração vai além do comércio, para incluir infraestruturas, energia, social, complementaridade produtiva e ambiente de cuidado”, disse.
Desde o ano passado, o Brasil e a Argentina atuam na integração de setores industriais, como laticínios, madeira e móveis, vinho, óleo e gás, entre outros. Segundo Débora Giorgi, os países estão desenvolvendo ferramentas para cofinanciamento dos processos de integração e de associação por intermédio do Banco Nacional e do Banco de Investimento e Comércio Exterior da Argentina e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).
Para a Argentina e o Brasil, há áreas sensíveis que merecem atenção especial, são elas as áreas de óleo, petróleo, autopeças, máquinas agrícolas, além de madeira e móveis, eletrodomésticos (geladeiras, fogões e máquinas de lavar), vinho e laticínios.
Fonte - Agência Brasil

domingo, 12 de setembro de 2010

Brasileiros poderão entrar na Venezuela sem passaporte, diz embaixador

Brasileiros que forem visitar a Venezuela não precisarão mais apresentar o passaporte na hora de entrar no país vizinho. Com data ainda indefinida para entrar em vigor, a novidade foi anunciada essa semana pelo embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arvelaiz.
Segundo o embaixador, o governo venezuelano acerta os procedimentos finais do acordo. A medida, válida também para os venezuelanos em visita ao Brasil, deve entrar em vigor até o fim do ano.
Com o fim da obrigatoriedade da apresentação do passaporte para brasileiros — o visto já não era cobrado para o trânsito entre os dois países —, a Venezuela se iguala aos países do Mercosul, com os quais o Brasil mantém fronteira livre para a circulação de pessoas, bastando apenas a apresentação de um documento de identificação.
Em fevereiro, o diretor do serviço de Identificação de Estrangeiros da Venezuela, Dante Rivas, havia anunciado que viajantes de países do Mercosul, além das nações associadas ao grupo, Bolívia e Chile, poderiam em breve entrar no país sem passaporte.
"Estamos estudando os documentos de identidade de cada país para pôr a ideia em prática", explicou na ocasião. Além disso, o funcionário disse que a Venezuela esperava "a curto prazo" a reciprocidade desta medida por parte dos países do Mercosul.
Fonte - Opera Mundi

Unitec anuncia investimentos em biodiesel na Argentina

A Unitec Bio planeja investir US$ 70 milhões na ampliação de uma fábrica na província de Santa Fé, que vai dobrar a capacidade de produção de biodiesel da empresa na Argentina, de 200 mil toneladas para 420 mil toneladas por ano.
A companhia pertence ao magnata argentino de ascendência armênia Eduardo Eurnekian, cujos negócios se estendem aos setores de infraestrutura, construção energia, comércio, bancário, entre outros. A expectativa é de que a unidade inicie a produção no segundo semestre de 2011, de acordo com um porta-voz da empresa. A maior parte será destinada ao mercado interno.
O anúncio se segue aos de outras companhias, que se movimentam para tirar vantagem dos incentivos do governo para transformar soja em combustível. Enquanto a exportação de biodiesel paga imposto de 20%, a de óleo de soja é taxada em 31%. Além disso, tem aumentado o uso do produto no país. Em agosto, a norte-americana Cargill Inc. anunciou investimento de 450 milhões de pesos (pouco mais de R$ 200 milhões) na construção de uma usina de 18 megawatts de potência e de uma unidade para produção de 240 mil toneladas de biodiesel por ano.
A produção de biodiesel na Argentina quadruplicou nos últimos quatro anos. Atualmente, as unidades instaladas no país têm capacidade para processar mais de dois milhões de toneladas. A maior parte desse volume é exportada para a União Europeia, mas se espera um aumento no consumo doméstico por causa da exigência da mistura de biodiesel ao combustível derivado de petróleo, que passou a 7% em julho. O governo quer elevar o porcentual a 10% até o final do ano. No início de 2010, o ministro do Planejamento, Julio De Vido disse que em quatro anos, a mistura chegará a 20%
fonte:revistagloborural

Dilma Rousseff parece ‘imparável’. Quanto poder ela terá?

A não ser que ocorra um cataclisma político, em 3 de outubro Dilma Rousseff será eleita a próxima presidente do Brasil. Graças ao apoio do altamente popular Luiz Inácio Lula da Silva, a tecnocrata de 62 anos de idade deverá esmagar seu único rival sério, José Serra do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Ela enfrentou um susto quando membros de seu Partido dos Trabalhadores (PT) foram implicados no acesso não autorizado das declarações de renda da filha do sr. Serra e do vice-presidente do partido dele, entre outros. Mas não há provas do envolvimento [de Dilma]. As últimas pesquisas dão a ela metade dos votos.
Com o resultado das eleições presidenciais parecendo definido, a atenção está se voltando para as disputas locais e legislativas que vão determinar a força do próximo governo. Todos os governos estaduais e as vagas na câmara baixa do Congresso estão em jogo, assim como dois terços do Senado.
A sombra de Lula se projeta sobre essas disputas, também. Candidatos do PT e de aliados estão promovendo o apoio de Lula. Mesmo alguns supostos apoiadores de Serra estão falando bem do presidente ao mesmo tempo em que evitam mencionar seu candidato. Espantosamente, o sr. Serra também tentou fazer isso. No mês passado ele mostrou comerciais com imagens de arquivo dos dois juntos. “Serra e Lula, dois homens com história, dois líderes experientes”, dizia a narração.
As eleições legislativas são fáceis de prever. Desde o retorno da democracia em 1985, a fatia do PT no número de deputados federais acompanha a preferência pelo partido, nota Alberto Almeida, um consultor político. O PT tem agora 79 das vagas na Câmara de 513 deputados e 19 dos 81 mandatos no Senado e tem dependido de uma coalizão grande e fraccionada. Se o padrão histórico for mantido, poderia ganhar 130 lugares na câmara baixa e controlar 390 através de parceiros. Sua coalizão ficaria a apenas alguns senadores dos 60% necessários para emendar a constituição. Isso daria à sra. Rousseff o governo mais forte desde o fim da ditadura.
As disputas pelos governos são mais complexas. Os brasileiros votam de formas diferentes em eleições locais ou nacionais. Em São Paulo, o sr. Serra foi um prefeito e um governador popular. Geraldo Alckmin do PSDB, que perdeu a última eleição presidencial para Lula, deveria vencer fácil para governador.
Além disso, escândalos de corrupção marcaram muitas disputas. Uma nova lei que barra políticos que forem acusados de corrupção pode desqualificar alguns candidatos. Roseana Sarney, a filha de um ex-presidente e contendora pelo governo do Maranhão, no Nordeste, teve de defender sua candidatura nos tribunais eleitorais.
Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, o estado mais sulista do Brasil, um alegado esquema de superfaturamento envolvendo um banco estadual pode afetar a campanha de Yeda Crusius, do PSDB, pela reeleição. No dia 2 de setembro a polícia encontrou — e fotografou — moedas de vários países no valor de cerca de 3,4 milhões de reais. Estas imagens influenciam eleitores mais do que crimes menos fotogênicos, diz David Fleischer, da Universidade de Brasília. Independentemente de como as eleições estaduais ocorram, no entanto, os políticos nacionais de um país federativo e vasto como o Brasil estão acostumados a fazer acordos com os governadores por sobre as linhas partidárias.
A maior dificuldade para o poder da sra. Rousseff parece vir de dentro. Ela entrou no PT apenas em 2001 e não ascendeu dentro do partido: sua candidatura foi imposta por Lula. O principal aliado na coalizão do PT já está falando em ministérios e benesses. Com mais vagas no Congresso e um líder mais fraco que seu predecessor, o próximo governo pode parecer mais forte no papel do que na prática.
The Economist

Brasil segue disposto a mediar conflito nuclear com o Irã

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que o Brasil segue disposto a mediar o conflito nuclear com o Irã se o pedido for feito por alguma das partes envolvidas na negociação.
Amorim participou da oitava edição da conferência anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), que acontece em Genebra.
O ministro insistiu que o Brasil está convencido de que a controvérsia sobre o programa nuclear iraniano pode ser resolvida através de negociação.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que após o fim do Ramadã retomaria as conversas, mas não designou uma data.
Amorim se mostrou decepcionado pelo trato feito entre Irã, Brasil e Turquia ter sido ignorado.
"O acordo falava de quantidade, tempo e lugar. Além disso, fizemos o que nos foi pedido e ficamos muito decepcionados por não ter sido usado", acrescentou.
Em maio, Brasil e Turquia fecharam um acordo com o Irã para a troca de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear, mas o Conselho de Segurança da ONU, três semanas depois, aprovou novas sanções contra o país.
"Até na Guerra Fria existia diálogo entre Estados Unidos e União Soviética, não entendo porque neste caso o diálogo não é possível", concluiu.
O Irã se mantém firme com a comunidade internacional ao rejeitar suspender o enriquecimento de urânio, material de uso militar e civil.
A comunidade internacional, especialmente Israel e Estados Unidos, não aprova o programa nuclear iraniano porque teme que o país tente fabricar armas nucleares
Fonte - EFE

sábado, 11 de setembro de 2010

América Latina não é mais o quintal do mundo, diz The Economist

A América Latina não pode mais ser chamada de "quintal do mundo", conforme reportagem especial publicada nesta sexta-feira, 10, The Economist. A revista trata das mudanças econômicas ocorridas nos últimos anos, que marcaram uma virada na região.
Em cinco anos até 2008, a América Latina cresceu 5,5% por ano, em média, com inflação de um dígito. "A crise financeira interrompeu abruptamente esse crescimento, mas foi a primeira vez na história recente que a América Latina foi um espectador inocente, e não um protagonista", diz a publicação britânica.
O avanço econômico, que deve ser de 5% neste ano, caminha junto com progresso social, na avaliação da The Economist. Entre 2002 e 2008, 40 milhões de latino-americanos saíram da pobreza e a distribuição de renda se tornou um pouco menos desigual.
Esse desempenho vem atraindo as empresas. "Como enfrentam dificuldades numa China cada vez mais truculenta, as multinacionais do mundo rico estão começando a olhar para a América Latina com renovado interesse."
A revista que diz não somente o Brasil, considerado a potência da região, está avançando, mas também o Chile, Colômbia e Peru. Até mesmo a sociedade do México está caminhando, apesar da violência gerada pelo tráfico de drogas e a recessão mais profunda devido ao elo econômico com os Estados Unidos.
"Muito tem sido feito, mas ainda há muito a fazer", argumenta a The Economist, que vê a complacência como o maior risco para a região. A América Latina não poupa, investe, educa nem inova o suficiente. A produtividade está crescendo mais devagar do que em outras partes do mundo e a legislação acaba criando mão-de-obra informal, acredita a revista. "Resolver esses problemas requer que os líderes políticos da América Latina redescubram um apetite por reformas."
Fonte - Estadão

Repsol planeja vender 20% da YPF na Argentina por US$ 3 bilhões

A petroleira espanhola é dona de cerca de 84% da YPF
A petroleira espanhola Repsol YPF espera arrecadar cerca de US$ 3 bilhões com a venda de uma participação de 20% na sua unidade local na Argentina, a YPF SA, confirmou um representante da YPF nesta quarta-feira. A Repsol revisou seus planos de reduzir suas posições na Argentina.
A Repsol pode vender as ações a partir de julho, listando três quartos delas na Bolsa de Nova York e o restante na Bolsa de Buenos Aires, disse o presidente da YPF, Sebastian Eskenazi, em uma entrevista para a Bloomberg News, em Nova York. "Os mercados devem melhorar em dois ou três meses", disse o executivo. "Há muito interesse na YPF".
A Repsol é dona de cerca de 84% da YPF. Outros 15,4% são controlados pelo Grupo Petersen, gerenciado pela família Eskenazi, enquanto menos de 0,5% das ações da YPF são negociadas em mercado. Em 2007, a Repsol vendeu uma participação de 14,9% na sua unidade argentina para o Grupo Petersen, por quase US$ 2,2 bilhões. O acordo incluiu uma opção que permitia que o Petersen aumentasse sua participação para até 25%. A YPF lidera a produção de petróleo e gás na Argentina.
Fonte:Dow Jones

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Venezuela vendeu US$ 15,815 bi em petróleo aos EUA

As exportações de petróleo venezuelano para os Estados Unidos somaram US$ 15,815 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 35,9% em relação ao mesmo período de 2009, quando os preços do cru sofreram fortes quedas.
Um relatório da Câmara Venezuelana Americana de Comércio e Indústria (Venamcham), divulgado nesta quinta-feira (12), aponta que dos US$ 16,352 bilhões vendidos pela Venezuela aos Estados Unidos, 96,7% correspondem a negócios do mercado petroleiro.
Por outro lado, a Venezuela importou dos Estados Unidos um total de US$ 4,932 bilhões no primeiro semestre de 2010.
Os números das exportações respondem à recuperação do preço do barril de cru venezuelano, que em 2009 sofreu baixas a ponto de ser negociado a menos de US$ 40. Em 2010, a média de preço do barril é de US$ 69,75.
A Venezuela produz 3,012 milhões de barris de cru por dia (mbd), segundo um balanço calculado em 2009 pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), publicado na semana passada. A Opep, no entanto, atribui a seu único membro sul-americano uma produção 2,32 mbd.
Os Estados Unidos, principal comprador do petróleo venezuelano, foi abastecido, em média, com 1,4 milhão de barris diários em 2009, o que situa a Venezuela em quinto lugar entre seus fornecedores de cru, segundo dados de Washington.
A Venezuela é o maior produtor de petróleo da América do Sul, e as exportações desta commodity representam aproximadamente 90% de sua renda em divisas
Fonte - Brasil Economico

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mercosul quer definir ações para a integração industrial

A estratégia de integração econômica do Brasil, da Argentina, do Paraguai e Uruguai é assunto de uma reunião conjunta dos ministros da Indústria, Comércio e Turismo dos quatro países. Na próxima quinta-feira (9), em Brasília, eles debaterão o tema e finalizarão as propostas para por em prática uma série de ações. As informações são da agência oficial de notícias da Argentina, a Telam.
No seminário estarão presentes os ministros do Brasil, Miguel Jorge, da Argentina, Débora Adriana Giorgi, do Paraguai, Francisco Rivas Almada, e do Uruguai, Roberto Kreimerman. “Como nunca antes estamos trabalhando em uma agenda de integração produtiva no Mercosul genuína, que nos permitirá ficar juntos para competir em terceiros mercados", afirmou a ministra da Argentina.
Segundo Débora Giorgi, houve orientações de todos os presidentes dos países que integram o Mercosul para aprofundar os estudos e levar adiante a integração dos setores específicos. “No Brasil temos programado uma agenda específica em setores estratégicos para os países. Temos casos concretos de parceria entre empresas brasileiras e argentinas”, disse ela.
Em seguida, a ministra acrescentou: “Também entre o Uruguai e Paraguai, descobrimos as oportunidades em setores como software, metalurgia, peças de automóveis ". Para Débora Giorgi, a integração é, sobretudo, um ato de complementaridade. “O progresso em um processo de integração vai além do comércio, para incluir infraestruturas, energia, social, complementaridade produtiva e ambiente de cuidado”, disse.
Desde o ano passado, o Brasil e a Argentina atuam na integração de setores industriais, como laticínios, madeira e móveis, vinho, óleo e gás, entre outros. Segundo Débora Giorgi, os países estão desenvolvendo ferramentas para cofinanciamento dos processos de integração e de associação por intermédio do Banco Nacional e do Banco de Investimento e Comércio Exterior da Argentina e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).
Para a Argentina e o Brasil, há áreas sensíveis que merecem atenção especial, são elas as áreas de óleo, petróleo, autopeças, máquinas agrícolas, além de madeira e móveis, eletrodomésticos (geladeiras, fogões e máquinas de lavar), vinho e laticínios.
Fonte: Ag. Brasil

Ecopetrol descobre reserva de gás perto da fronteira com a Venezuela

A Empresa Colombiana de Petróleos (Ecopetrol) informou nesta quarta a descoberta de reservas de gás por 6,6 milhões de pés cúbicos por dia, em um poço situado nos arredores da cidade de Cúcuta (nordeste), na fronteira com a Venezuela.
A empresa colombiana detalhou em comunicado que os testes iniciais no poço, pertencente a Ecopetrol, indicam que se trata de gás seco, principalmente metano.
A perfuração do poço, situado a 20 quilômetros ao nordeste de Cúcuta, começou em 25 de março de 2010 e alcançou 4 quilômetros de profundidade.
"O objetivo principal do poço era provar a presença de hidrocarbonetos na formação Aguardiente" e as análises indicaram uma produção média de gás natural de 6,6 milhões de pés cúbicos por dia, acrescentou a mensagem.
Nos próximos dias será avaliado o resultado dos testes iniciais e terão início os períodos seguintes para determinar o potencial da descoberta.
Ecopetrol é a maior companhia da Colômbia e uma das quatro principais petrolíferas na América Latina.
Além da Colômbia, onde é responsável por mais de 60% da produção, tem presença em atividades de prospecção e produção no Brasil, Peru e Estados Unidos (Golfo do México).
Fonte - EFE

terça-feira, 7 de setembro de 2010

BB financia usina de álcool na Colômbia

Numa operação típica do BNDES, BB empresta US$ 223 milhões para grupo israelense que vai comprar equipamentos brasileiros.
O Banco do Brasil está financiando projetos internacionais cada vez maiores e começa a concorrer com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No fim de semana, executivos do BB acertaram condições de um empréstimo de US$ 223 milhões para a instalação de uma usina de etanol na Colômbia.
Segundo as empresas envolvidas, é a maior operação privada realizada até hoje pelo Programa de Financiamento às Exportações, o Proex. O dinheiro vai beneficiar um grupo israelense que comprará equipamentos de uma fornecedora brasileira. O contrato será firmado em breve.
A operação, que se assemelha aos créditos concedidos pelo BNDES, será realizada por meio da Proex, linha usada para financiar a exportação de mercadorias. Ao mesmo tempo que o BB fecha o contrato, a política externa brasileira mantém a meta de levar a cultura do etanol a mais países da América Latina, já que o governo pretende alçar o combustível à categoria de commodity internacional.
O chefe do projeto encabeçado pelo Grupo Merhav, Jorge Chavez, explicou ao Estado por telefone, da Colômbia, que as conversas com o BB começaram no auge da crise, no fim de 2008. O empréstimo é destinado à construção da usina que vai usar equipamentos e a tecnologia de uma empresa paulista, a Uni-Systems. Esse é o segundo financiamento às usinas construídas no exterior pela companhia. A primeira, no Peru, teve crédito bem menor, de US$ 25 milhões.
O juro cobrado pelo BB é composto pela taxa Libor - referência no mercado britânico - sem acréscimo de spread. Atualmente, a Libor está abaixo de 1% anual, em dólar. "É muito mais barato que se nós tomássemos o crédito na Colômbia ou nos EUA. É um grande estímulo", diz Chavez, ao comentar que se a empresa fosse a mercado pagaria juro de cerca de Libor acrescido de até 6,5%. O juro competitivo é explicado porque há um seguro de US$ 20 milhões que será acionado em caso de calote.
O Proex é uma linha que usa recursos da União e é operada exclusivamente pelo BB. Segundo a instituição, a linha pode ser da categoria "financiamento", quando há empréstimo para o exportador ou importador com recursos do Tesouro Nacional. A modalidade está "voltada fundamentalmente para o atendimento às micro, pequenas e médias empresas".
Nesse caso, a operação foi possível porque a Uni-Systems é qualificada nesse segmento, por ter faturamento anual de até R$ 600 milhões.
"O financiamento do Proex é que viabiliza a planta, já que o crédito tem condições muito competitivas", diz o diretor de administração da Uni-Systems, Luis Carlos de Mello. Além da planta na Colômbia, a empresa tenta crédito de US$ 122 milhões para a instalação de outra usina no Peru e negocia o financiamento para a construção de uma usina nos EUA.

Gás descoberto em Morada Nova de Minas equivale a "meia Bolívia"

O gás natural descoberto em Morada Nova de Minas, na Região Central do estado, será explorado comercialmente a partir do ano que vem. O volume descoberto num único poço pode chegar à metade do fornecido ao Brasil pela Bolívia, estimou quinta-feira o governador mineiro Antônio Augusto Anastasia. “O empresário Eike Batista diz que descobriu meia Bolívia de gás natural no Maranhão. A outra metade, se Deus quiser, está aqui”, frisou. O Brasil importa diariamente da Bolívia até 30 milhões de metros cúbicos do combustível. A descoberta ocorreu há uma semana e foi comunicada segunda-feira à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Desde a confirmação da existência do combustível, porém, os indícios do potencial da reserva durante a perfuração estão cada vez mais robustos, informou o governador. A presença de gás natural em Minas significa a redenção econômica para a Bacia do Rio São Francisco porque, além de atrair indústrias, representa a possibilidade de aumento de arrecadação para os pequenos municípios locais na forma de royalties, sem contar o fato de que o estado tem participação em cinco dos 43 poços licitados pela ANP na região. Ainda vai levar 60 dias para que o consórcio que reúne Codemig, Orteng, Imetame Energia e Delp Engenharia no projeto de exploração do combustível divulgue o tamanho da reserva e a vazão do gás em Morada Nova de Minas. Serão mais 30 dias de perfuração a uma razão diária de 53 metros de profundidade, até chegar à meta principal, que é alcançar 2,5 mil metros de profundidade. O gás descoberto na semana passada foi encontrado a 1.440 metros da superfície. Em seguida, começa a ser feito o teste de formação de poço, que levará outros 30 dias até ser concluído. O que se sabe, de imediato, é que o gás poderá ser explorado por meio da construção de uma termelétrica vizinha ao poço ou da construção de um gasoduto, mas tudo depende do volume que será apurado. “O importante é que foi encontrado um volume considerável no primeiro furo de um bloco de 3 quilômetros quadrados. Essa descoberta nos dá garantia de que estamos no caminho certo”, disse o governador. De acordo com ele, com a confirmação da existência do combustível, o gás natural ficará mais barato em Minas. Em junho, o preço do metro cúbico do combustível importado da Bolívia custava US$ 7,42 por milhão de BTUs, 35% a mais que o produzido no Brasil até agora. Na Europa, a mesma quantidade de gás custa em média US$ 3, informou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. “Esse gás mais barato servirá para todos os consumidores, especialmente os industriais, porque isso significa uma redução do custo da produção”, disse Anastasia. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Orteng, Robson Andrade, o gás será um atrativo a mais para novos projetos e a diversificação da indústria em Minas, como é o caso do setor petroquímico. “É a possibilidade de termos gás à disposição dentro da nossa casa”, comparou. Além do consórcio formado pela iniciativa privada e a Codemig, empresas como Petrobras, Shell e British Petroleum também são donas de blocos estão e desenvolvendo pesquisas na área licitada. Segundo Oswaldo Borges da Costa Filho, presidente da Codemig, os blocos só foram licitados pela ANP a pedido do ex-governador Aécio Neves. “Ele questionou o motivo pelo qual as áreas onde havia indícios da existência do combustível não iam a leilão”. De acordo com Costa Filho, na época, a dúvida é se haveria empresários interessados em participar da disputa. “Hoje o gás é uma realidade. Mas essa foi uma ação planejada, não caiu do céu”. A expectativa é que os royalties a serem arrecadados com a produção de gás natural em Minas fiquem entre 5% a 6% da produção. Além disso, o estado é dono de 49% da exploração, já que é essa a sua participação no consórcio. Os outros 51% estão nas mãos da iniciativa privada. “O gás é extremo indutor de crescimento industrial em qualquer país. Europa e Estados Unidos só conseguiram desenvolver sua indústria com a matriz energética do gás”, sustenta o secretário de Desenvolvimento Econômico Sérgio Barroso.
Fonte - Guia BD